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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Riacho

Oh! Pequeno riacho,
Deita suas águas no mar profundo,
Carregando as mágoas inoportunas
Deixadas pelos seres do mundo...

Vai, meu pequeno riacho,
Libere suas impurezas lamuriosas,
A ofuscar a sua beleza e mansuetude,
Para livre e cristalino passar...

Acolha em seu leito amigo
As folhas caídas ao vento,
Mas não corra tanto
Para não perder o doce encanto...

E, se por ventura, intempéries encontrar,
Na sua longa e certa trajetória,
Não transborde em suas emoções
Rumo ao profundo distante mar...

Mas, quando lá finalmente chegar,
Lembre-se do peregrino do caminho,
Que às margens tortuosas te contemplou,
Ou em teus braços amorosos se jogou...

Não deixe fenecer a esperança,
De sentir o orvalho da noite,
Se aquecer com o sol das manhãs,
Se extasiar com pássaros a cantar...

A suavidade da sua jornada,
Ensina-me a ser mais prudente,
No pensar, no falar e no agir,
Diante das surpresas do porvir...

Direitos autorais reservados.
Heloisa  Silveira, poetisa
Brasília 09/11/2015
Drops of poetry

Bitte nie einen Dichter nicht zu träumen,  
Es ist wie einen Vogel bitten nicht zu singen, 
Eine Wolke nicht zu schweben 
Und einen Stern nicht zu leuchten.


Heloisa Silveira, poetisa
Translation Credits for: Franziska Dickmann
Copywrite reserved.
Bailarina

Baila libélula azul no seu devaneio,
corpo leve e solto expressando sua arte,
espalhando elegância e graciosidade em cores,
bailarina, bela, baila sonhando os seus amores...

E assim bailava a libélula azul,
parecia voar nas asas do infinito,
em seu dorso branco e leve a flutuar,
inebriada ao som da doce melodia,
que transcendia em pleno ar...

E ao som do frenético compasso
da melodia que assim tocava,
rodopiava a libélula encantadora,
deixando a todos extasiados...

Sonha libélula a beleza do amor,
mostrando sua graça e encanto,
dance o amor, com amor, pelo amor,
como crisálidada se desprende da casca,
enfim liberta, alça voos em resplendor...

Somos como a libélula,
a bailar a sinfonia da vida,
Um dia esperando nos libertar,
tornando-nos crisálidas,
e quem sabe, azul bela voar...

Heloisa Silveira, poetisa
Copywrite reserved.
Ballerina 

Die blaue Libelle tanzt in ihren Tagträumen, 
Leichte, lockere Außerungen ihrer Kunst 
Verbreitet Anmut und Eleganz durch Farben 
Ballerina, schön,  tanzt ihrer lieben träumend.

Und so tanzt die blaue Libelle 
Schien auf den Flügeln der Unendlichkeit zu fliegen 
Auf dem leichten weißen Rücken schwebend,  
Berauscht von den Klängen der süßen Melodie, 
Die in der Luft tranzendierte.

Und zum klang des rasenden Kompasses,
Der Melodie die gespielt wurde, 
Charmante pirouetten der Libelle,
Lässt alle verzücken


Heloisa Silveira, poetisa
Credits for translation: Franzi Dickmann
Copywrite served.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015


GOTINHAS DE POESIA

REFLEXO

A imagem que vejo em seus olhos
É o reflexo do ser que reside em mim,
Para que eu possa amar-te por inteiro,

Terei que amar-me primeiro...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Gotas de Poesia

Hoje, quero admirar os lírios do campo,
Bailar em círculos solta ao vento,
Com intensidade, viver cada momento,

Do passado, lembrar sem lamento...

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Caminhada

Era uma vez...
E assim começa a história,
Na Serra da Borborema,
Onde o poeta faz poema,
Louvando os filhos de Esperança,
Terra boa, bendita e santa,
Memórias da sua infância...

Lá, nasceu Marinilson,
Filho de Nelson e Marina,
Que com as suas pernas finas
Quis o mundo conquistar...

Paraíba, terra de sanfoneiro,
Teve até Jackson do Pandeiro,
Que em versos cantou o amor,
Trazendo alegria ao povo,
Dançando o xaxado agarrado
e de pé de serra o forró...

E vai Marinilson crescendo ...
Nos estudos, até se deu bem!
Avançando na vida como ninguém,
E como todo bom menino,
Foi traquina e muito levado também...


Paraíba, terra de gente famosa,
Como o grande Chateaubriand,
Grande legado deixou aos brasileiros,
Como político, jornalista  e escritor...

Um dia Marinilson virou doutor,
Para o orgulho do velho progenitor
E alívio e alegria da mãe,
Agrônomo quis com a terra lidar...

E juntando aos saberes do povo
Buscou usar novas tecnologias
Adotou a tal sustentável agroecologia
E os homens do campo propôs ensinar...

Vai boiadeiro que o dia já vem/
Guarde o teu gado e vai pra junto do teu bem...
É o canto sofrido, lamento incontido,
Tocando o seu gado vai o boiadeiro
Nas caatingas do Cariri, terra dos cangaceiros,
Gente guerreira como essa eu nunca vi...

E lá vai Marinilson,
Trazendo em seu nome
O significado da disciplina e lealdade,
Produtivo em seus atos e com os pés no chão...

Continua desbravando o futuro,
Querendo ao povo servir,
E vereador é eleito, mas quer progredir,
Torna-se então Secretário da Agricultura,
Focando naquilo que sempre sonhara,
Cuidar do plantio e da agropecuária...

Mas ainda é pouco
Quer mais caminhar.
Hoje assumi o DATER
Da Secretaria da Agricultura Familiar,
Seja bem-vindo ao nosso meio,
Alia-se a nós que pensamos em servir
Aos humildes trabalhadores da terra,
Representados pela simplicidade,
Do pequeno e bravo agricultor...



Que a sua nova trajetória à frente do DATER seja coroada de grandes realizações.

Heloisa Helena Silveira
Todos os direitos reservados.