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sexta-feira, 29 de julho de 2011

DROPS OF POETRY!

HAVE YOU EVER THOUGHT?

Have you ever thought?
What to do with the time left,
Do you ever stop to think at last?.
What to do with that precious moment
That the mark of time quickly pass?
...
To let it pass without thought,
to let it pass without care,
one can only sit and wonder
when our cherished ones
are no longer there,
so utilise each moment
leave nothing unsaid...

Heloisa and Su - 4 hands poetry

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Homenagem ao homem do campo, pequeno agricultor, que luta por dias melhores.

O FUTURO É AGORA

Olhemos para o passado
não muito distante e veremos,
irmãos viandantes, caminheiros,
marcados pela miséria e a fome,
sedentos da água e do abençoado pão,
Ensejando solo rico, fértil e fecundo,
onde pudessem plantar o trigo e o feijão...


Terra Brasilis, altaneira,
sua miséria é histórica, secular,
no povo marcas profundas deixou,
e lembrando o que já dizia da fome,
o humanista e sábio Josué de Castro:
a fome não era um problema natural
e nem tampouco da natureza,
só dependia dos homens, suas opções,
na condução dos destinos da economia
da nossa querida Nação...


Esse desejo de luta já era antigo,
marcado com sangue e na alma
desses sonhadores guerreiros,
e assim, plantada foi a semente,
dar ao homem a oportunidade,
de bravamente lutar pela posse,
não só pela liberdade desejada
mas pela rica e abençoada terra...


Brasilis, terra bendita sejas,
abençoada sempre serás,
acolha a semente sagrada
e em seu solo ricamente frutificar,
a cada semente, dá-nos um cento,
acolha o nosso sincero intento,
com a fome do homem acabar...
Oito anos já se passaram,
quando as primeiras sementes
neste rico solo foram plantadas,
iniciativa primeira, oportunidade sem par,
olhar voltado ao campo e assim começava,
a Agricultura puramente Familiar...


Com bases fincadas na Constituição,
Assegurando a população brasileira,
Acesso de forma adequada e saudável,
direito humano à alimentação...


Permitiu ao nosso povo brasileiro,
o fortalecimento da agricultura familiar,
seja camponesa, quilombolas, de terreiros,
povos indígenas e comunidades tradicionais,
quebradeiras de coco, caatingueiros,
faxineiros, ribeirinhos e pescadores,
trazendo todas elas de arrasto,
até as comunidades de fundo de pasto...


Amigo e companheiro agricultor,
talvez vocês ainda não saibam
mas cabe a mim informar,
que até hoje, 3,5 bilhões já foram gastos,
no Programa de Aquisição de Alimentos
conhecido por todos como o PAA...


E o sonho tornando-se realidade,
cada ação implantada com a ajuda
consciente da sociedade organizada,
permitindo ao pequeno agricultor
a comercialização da produção adequada...

Os miseráveis de ontem, de outrora,
já não tem mais a cara da fome,
lágrimas de tristezas convertidas em alegria,
de esperança pela conquista,
direitos pela Constituição garantida...


Não poderíamos esquecer
da importância secular, saber cuidar
e plantar a semente crioula,
de um grão centenas vão dar,
proteção do meio ambiente,
que o homem está a ignorar...


Grandes realizações os esperam,
num futuro não muito distante,
até 2014 veremos 2 bilhões de Reais,
aplicados o programa do PAA,
e assim, coroando com êxito,
as ações desse Governo guerreiro,
que soube entender e acolher
as necessidades do povo brasileiro...




“Garantia de feijão e arroz na mesa,
fim da extrema pobreza.”
Heloisa Helena Silveira

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gotas de poesia

Gotas de poesia

Na longa estrada do tempo,
cabelos revoltos ao vento,
no rosto, doce brisa a tocar,
gota suave na face desliza
lágrima do céu a deitar...


Σταγόνες της ποίησης

Στο μακρύ δρόμο του χρόνου,
ατίθασα μαλλιά στον άνεμο,
πρόσωπο, φρέσκο αεράκι για να παίξει,
πτώση διαφάνειες ομαλά στο πρόσωπο
ρίξει δάκρυα από τον ουρανό ...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O CONSTRUTOR DO FUTURO

O que fazer do tempo que te resta,

Já parou enfim pra pensar?

O que fazer dos momentos preciosos

Que o ponteiro do tempo se apressa em passar?



Várias são as oportunidades,

Para o bem construir,

Edificar em bases sólidas,

A morada do porvir...



A cada pequeno gesto,

Imbuído de bons sentimentos,

É um tijolinho plasmado,

Com abençoado barro e cimento...



De tijolinho em tijolinho,

Você vai conseguir construir

Uma casinha bem simples

Ou uma sofisticada mansão,

Pois tudo vai depender

Do seu roteiro de ação...



Pare, pense e medite,

A verdadeira caridade,

É o amor em ação,

Praticada no dia a dia,

Sem fazer distinção...



Tenha sempre em mente,

E impregnado no seu coração,

Que da vida nada se leva,

Somente o amor pelo irmão...



Pode ser o irmão de sangue,

Pode ser o teimoso patrão,

Ou o pedinte que a sua porta bate

Por uma migalha de pão...



Quem sabe o colega tristonho,

O vizinho áspero, zangão,

O amigo que espera ser sempre

Irmão pelos laços da afeição...



Para edificar a moradia do futuro,

Não precisa ser engenheiro

Nem um exímio construtor,

Basta se inserir no contexto,

Ser no palco da vida

Um verdadeiro e nobre ator...

Direitos autorais reservados.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

POETA DO BEM

POETA DO BEM


Poeta é você que me lê,
Que vê magia e beleza,
Na minha forma de pensar,
Só falo das coisas da vida,
Suas alegrias em cores,
Falo da beleza das flores,
No jardim a florescer...

Falo das nossas crianças,
Do futuro venturoso
Que um dia irão ter,
Falo da esperança,
De dias melhores,
Para muitos que
Ainda não viram
O sol nascer...

Mas melhor do que falar,
É fazer tudo por todos,
Matar a fome do pobre,
Saciar a sede, e o frio combater,
Agasalhar aqueles que sofrem
   As intempéries do tempo e da vida,
O abandono sofrido no próprio lar...

Você que me lê é o verdadeiro poeta,
É aquele que se enternece
Diante do indefeso, ainda menino,
Sem teto, sem lar e sem arrimo,
Renegado pela humanidade,
Humanidade essa, que muita das vezes,
Se corrompe diante da luxúria,
Diante da tenebrosa cobiça,
Às vezes, por muita preguiça,
De não querer avançar...

Ah! Meu poeta leitor,
Companheiro de sempre,
Não importa onde estejamos,
Jamais iremos esquecer,
As horas de alegria,
Os momentos de labor...

E rogo ao Pai neste momento,
Que Ele nos conceda sempre,
A alegria de compartilhar,
As experiências e as vivências,
Em benefício dos pequeninos
Que em nossos caminhos
Sempre irão transitar...







terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

POEIRA CÓSMICA / COSMIC DUST

Em noites estreladas
Vista da terra distante,
Estão todas unidas a brilhar,
Constelações estelares,
Nominadas pela humanidade,
Antiga Grécia, priscas eras,
E com elas a identificar...

Na velocidade do pensamento navego,
Percorro o universo multicolor,
Que em cores expressam notas musicais
Bela sinfonia colorida a executar,
Em cada nota uma cor, Do, Ré, Mi, Sol,
Inigualável concerto magistral
Sinfonia divina tocada em pleno ar
Jamais ouvidas pelo pobre mortal...

De Orion quero ser a constelação,
Porte altivo, guerreiro, "O Caçador",
Cooptar as belas Três Estrelas Marias,
Alnilan, Alnitaka e Mintaka
E no firmamento eternamente brilhar...

Hoje, viajor do tempo,
Quero ser sua estrela guia,
Escolhida, uma das Marias,
Reluzir multicolor no firmamento,
Ser lembrada a todo momento,
Querendo comigo seguir...

Viajor, venha, siga-me!
Quero mostrar-lhe toda magia,
Desvendar os mistérios da vida,
Viajar comigo no dorso dos sonhos,
Expandir a visão, o sentir e auscultar,
O cantar magnânimo do universo,
E, juntos, colocar tudo em verso,
Pra a humanidade mostrar...

No entanto, para comigo sonhar,
Pergunto: Como pode o homem,
Ínfimo ser perante a grandeza
Criada pelo Arquiteto da natureza
Querendo de tudo se apossar?
Beleza e mistérios esses são,
Desde os primórdios do tempo,
Quando só existia o lamento
Idas eras, tempo secular...

O questionar e licito a todo mortal,
Desde que não destrua o espaço sideral,
Como vem fazendo com o Planeta Azul,
Bela morada escolhida, sem igual,
Que se destaca dentre todas já vistas,
Reproduzida pelos sensíveis artistas,
Legado dos grandes imortais...

Viajor do tempo,
Lembra-te a todo o momento,
Planeta Terra, morada transitória,
É a escola do aprendizado, sem par,
Onde o homem depura o passado,
Muitas vezes questionado,
Conduta dentro e fora do lar...

Aprenda com tudo lidar, com respeito,
Acolhendo dos homens, o direito,
A comida, a saúde e a educação,
O agasalho, a morada digna,
O acesso a capacitação...

Não faltar com a criança, o carinho,
Como o pássaro acolhe em seu ninho,
Pequeno ser divino em formação,
Que de flor em flor, de galho em galho,
E de graveto em graveto,
Olvidando as intempéries do tempo,
Constrói criativo sua bela mansão,
Mostrando ao homem mundano,
Que não precisa de pano,
Para o afeto mostrar...

Viajo amigo e irmão,
A Terra clama sangrando,
E em labaredas queimando,
Suas matas densas seculares,
E suas galhas, gesto de suplica,
Erguem-se  rumo aos céus,
Do Criador querendo saber,
Porque a louca humanidade
Quer o planeta acabar...

Seus rios choram em lamento,
Seus cursos já estão a mudar,
E os fortes e velozes ventos,
Advertem sempre a humanidade
Que ainda vem muita tempestade,
E inocentes nos lares a ceifar...

Cavaleiro Estelar,
Pare, pense e decida,
Ainda há tempo para mudar,
Os maus hábitos antigos,
De ganância, orgulho e poder,
O homem pode e deve,
Basta somente querer,
Distinguir enquanto há vida,
Que e mais nobre ser do que ter...

E então, um dia,
Depois de o Planeta Terra cuidar,
Poder volver ao infinito sideral,
O olhar desejoso da conquista,
Como o sonho e sentimento
Do verdadeiro sonhador artista,
Criar a mais bela obra
E deslumbrada humanidade deixar...

Depois da missão cumprida,
Espírito leve e liberto,
Percorreremos juntos,
Todo o imenso universo,
E dele poder desfrutar,
Toda a sua beleza e grandeza,
Reverenciando ao Magnânimo,
Criador de toda a natureza,
E caminhada à evolução continuar...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BARRADOS NO BAILE

Assim já dizia o velho caboclo:
“Vancê nem vai querditá,
Esperemo tanto pelo baile
E num dexaro a gente entrá...

Ora, ora, ora,
Num anssim qui se faiz ,
Nos trabaiemo tanto,
Muitas noite sem drumi,
Pidimo inté inspiração,
Pro Santo Antonio, lá de riba,
Alumia nossos pensamento
Pra num dexá nois no relento,
E anssim o trabaio treminá...

Óia, mizifio, num fica triste não,
Nóis aqui, debaxo dessa paioça,
Achemo esse povo uma joça,
Pregano in nóis uma troça,
Só proque somo da roça,
E num sabemo pensá?

Num fica, mizifio iludido,
Esse povo tá muito perdido,
Sem sabê qui rumo tomá,
Quando eles treme é de reiva,
Quando nóis treme é maleita,
Nóis toma remédio e cura,
Eles morre é do próprio veneno,
E desse veneno,
Nóis num queremo  tomá...

Nóis somo humirde,
Im Deus nóis querdita,
Dexa essa arma aflita,
No meu peito aconchegá,
Cada um arresponde pelo fala,
Pensa e faz, mizifio, dexa istá...

A gloria é pra poca gente,
Praqueles qui são decente,
Num é pra bando de demente,
Qui qué ludibriar a gente,
Achano qui nóis é bobo,
Pensano qui nóis é troxa,
E anssim calá a nossa boca,
Num dexano nóis falá...

Mas escuta mizifio,
Um dia a casa cai,
Cai parede, cai o teto,
Cai a língua ferina,
Cai tudo qui nem dilúvio,
Vindo do bendito céu,
E o Pai qui fica brabo,
De vê o fio danado,
Tripudiá o pessoar...;

Fica triste não, mizifio,
O baile tem hora pra acabar,
Quando batê a sineta,
Nóis daqui toquemo a corneta,
E aí sim, mizifio, vancê vai vê,
A Justiça Divina é certa,
E tá muito alerta,
Quando o baile treminá...”


Heloisa Helena Silveira, jornalista/poeta